22 de agosto de 2011

* ADAPTAÇÃO DO TEXTO PARA TEATRO EM SALA DE AULA

*

 

ATAQUE DO FURADENTES
Infantil/paradidático
Welington Almeida Pinto 

SAÚDE BUCAL PARA CRIANÇAS – SCRIPT TEATRAL

O script do livro disponível on-line, sem custo autoral. Só imprimir, escolher o elenco entre seus alunos, ensaiar e levar o espetáculo para toda a escola.

Para copiar ou ler outros do autor, preparados para aplicação em sala de aula, basta entrar no site:

Texto:

Personagens: 6 ou mais - de acordo com a disponibilidade de alunos. 

Coreografia/Cenário: criados pela classe, procurando regionalizar o tema. 

Música: cantiga de roda e outras canções. 

Interação: o texto foi produzido para receber emendas. Isto é, aceitar novos diálogos, preferencialmente que refletem a linguagem oral da região. 

(Cortina abre com várias crianças chupando pirulitos, rindo e dançando, no palco. Canção alegre. Entra Caco com a mão no rosto, morrendo de dor) 

Caco – parem com essa bagunça. Estou quase morrendo de dor dente. 

Menino – Que nada, chupa um pirulito que passa. 

Caco – Dói muito. 

Menino II – Toma, esse é de tangerina. 

Caco (chorando) – Não, não quero. Quero minha mãe. 

................ acrescentar mais fala ao texto de acordo com a sala de aula 

(Caco sai chorando. Fechar a cortina e abrir novamente. No fundo, Caco 

em conversa com a mãe) 

Caco – Mãe, tá doendo. 

Mãe (preocupada) – Isso é cárie, meu filho. Bem feito!... Não gosta de escovar os dentes. 

Caco – Gosto sim. 

Mãe – Gosta nada. Finge que escova. Só quando estou perto. 

Caco – Ora, mãe. 

Mãe – Amanhã, vamos ao Dr. Juca. 

Caco – Mãe, como vou dormir com essa dor? 

Mãe – Toma esse copo de água com açúcar. Você fica calminho, engana a dor e dorme. 

Caco – Tá bom! 

.................... acrescentar mais fala ao texto, de acordo com a sala de aula ...... 

(Caco deita numa cama improvisada, já com um lenço amarrado no rosto. Logo começa a remexer, remexer, remexer. Nisso entra os Furadentes fazendo a maior farra, gritando e cantando, cutucando o menino com uma espada de madeira feita pelo alunos) 

Caco – Não, não. Saiam todos. 

Furadentes – Agora, carão, vamos morar na sua boca. 

Caco – Na minha boca? 

Furadentes I – Adoramos boca de criança que não escova dentes. 

Caco – Mãe!... Maêêê.... 

Furadentes – Não adianta gritar, viu? Estamos aqui para devorar o restinho de dentes que ainda existe na sua boca. 

Furadentes II– Ah!... Adoramos cárie. 

Furadentes III– Quanto maior, melhor! 

Furadentes XV – Vamos, gente. Vamos cutucar os dentes do Caco!.... Oba!

( A turma de Furadentes faz a maior farra em torno de Caco, que estava apavorado. Nisso entra Pastolim, todo de branco, bradando uma espada) 

Pastolim (nervoso) – Fora!... Fora!.... Cambada de vagabundos! 

Furadentes – Gente! Gente! Zebrou, nosso maior inimigo está atacando com força. 

Furadentes I – Vamos cair fora. 

............................................ acrescentar mais fala ao texto 

(Os Furadentes deixam o palco. Pastolim aproxima-se de Caco) 

Pastolim (sorridente) – Sou Pastolim, amigo das crianças de boca limpa. 

Caco – Muito prazer, Caco. 

Pastolim – Pelo que vi, tem comido bastante doce e não anda cuidando dos dentes. 

(Caco faz expressão de medo, assustado) 

Pastolim – Não se assuste, só ataco os bichinhos da cárie. 

Caco – Uff... Ainda bem! 

Pastolim – Se quiser, posso ajudar a se livrar de uma vez por todas desse povinho mal intencionado. 

Caco – Claro! Não aguento mais de tanta dor. 

Pastolim – Mas, você tem que me prometer uma coisa. 

Caco – O que quiser. 

Pastolim – Usar fio dental e escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia! 

Caco (abrindo um sorriso)– Legal. Que mais? 

Pastolim – Escovar a língua também. 

Caco – A língua?!.... 

Pastolim – Sim! A língua... não sabia? 

Caco – Juro que não. 

Pastolim – Tem mais: não abusar de balas, chocolates, chicletes, refrigerantes... Essas delícias que cárie também adora. 

Caco – Então, quando comer doces ou chupar balas devo usar fio dental e escovar os dentes, não é? 

Pastolim – Sim, claro. Pode até comer doces, mas tem que escovar os dentes depois. Combinado? 

Caco – Oba! Boa dica para saborear um bom brigadeiro! 

Pastolim – Muito bem. Fique com esta escova de dentes e este tubo de fio dental. São armas poderosas para combater os agentes causadores da cárie. 

Caco – Pasta de dente também. 

Pastolim – Sim, é importante. Mas não abuse da quantidade. Use o mínimo: assim... assim... um bolotinha do tamanho de uma ervilha. 

Caco – Só isso? 

Pastolim – Sim. Pasta contém flúor que é bom para a gengiva e os dentes. O excesso pode manchá-los. 

Caco – Ah, é? 

Pastolim – Com certeza. Quanto ao nosso trato... 

Caco – Não esquecerei. 

Pastolim – De hoje em diante, cuide dos dentes ao acordar e após as refeições. Antes de dormir, capriche mais ainda. A higiene bucal é importante para saúde dos dentes e das gengivas. Aliás, se tivesse escutado a mamãe!... 

Caco - Hummmmmmmm 

( Os dois se abraçam, alegres. Pastolim sai e caco volta a dormir. Logo acorda assustado – música suave) 

Caco – Minha escova!... Cadê minha escova de dentes? Cadê meu tubinho de fio dental? Cadê minha pasta de dentes? 

(A mãe entra correndo) 

Mãe – Que escova?... Que tubinho?... Que pasta? ... 

Caco – Que o Pastolim me deu de presente. 

Mãe – Presente!... Pastolim!... Que é que está falando, meu filho? 

Caco – A senhora não vai entender, mãe. Do Pastolim, o amigo das crianças de boca limpa. 

Mãe – Cadê esse tal de Pastolim? 

Caco – Se mandou, mãe. Espantou os Furadentes de minha boca e, depois de me ensinar a cuidar dos dentes, me deu de presente a escova, o fio dental e a pasta. 

(A mãe, com cara de quem entende tudo) 

Mãe – Ah, sim. Ô gente, me lembrei. Enquanto você dormia, guardei tudo no armário do banheiro. 

Caco – Que bom, mãe!... Vou cuidar dos meus dentes todos os dias. 

Mãe – Isso mesmo, meu filho. Levante que agorinha mesmo vamos ao dentista. Só o doutor Juca para dar jeito na sua dor, eliminando as cáries dos seus dentes. 

Caco – Tudo bem. Pastolim me disse que menino que não cuida bem dos dentes perde a guerra para os Furadentes. Fica feio, banguela e com bafo de onça. Não é verdade, mãe? 

Mãe (alegre) – Pura verdade!... Então vamos. 

(Caco e a mãe deixam o palco, abraçados e pulando em roda – a cortina é fechada ao som de uma música jovial). 

* Script para Teatro, adaptado do livro do mesmo nome pelo autor. Disponível na internet para todas as Escolas do Brasil e, do Mundo, em que falam português: www.teatronaescola.blogspot.com

* * Welington Almeida Pinto é escritor, autor de Santos-Dumont no Coração da Humanidade, A Saga do Pau-Brasil e O Ataque do Furadentes, entre outros livros. Mais peças infantis para aplicação em sala de aula nos sites.