Adaptação para Teatro


ATAQUE DO FURADENTES
Infantil/paradidático
Welington Almeida Pinto 
 
SAÚDE BUCAL PARA CRIANÇAS – SCRIPT TEATRAL
 
script do livro disponível on-line, sem custo autoral. Só imprimir, escolher o elenco entre seus alunos, ensaiar e levar o espetáculo para toda a escola.
 
Para copiar ou ler outros do autor, preparados para aplicação em sala de aula, basta entrar no site:
 
Texto:
 
Personagens: 6 ou mais - de acordo com a disponibilidade de alunos. 
 
Coreografia/Cenário: criados pela classe, procurando regionalizar o tema. 
 
Música: cantiga de roda e outras canções. 
 
Interação: o texto foi produzido para receber emendas. Isto é, aceitar novos diálogos, preferencialmente que refletem a linguagem oral da região. 
 
(Cortina abre com várias crianças chupando pirulitos, rindo e dançando, no palco. Canção alegre. Entra Caco com a mão no rosto, morrendo de dor) 
 
Caco – parem com essa bagunça. Estou quase morrendo de dor dente. 
 
Menino – Que nada, chupa um pirulito que passa. 
 
Caco – Dói muito. 
 
Menino II – Toma, esse é de tangerina. 
 
Caco (chorando) – Não, não quero. Quero minha mãe. 
 
................ acrescentar mais fala ao texto de acordo com a sala de aula 
 
(Caco sai chorando. Fechar a cortina e abrir novamente. No fundo, Caco 
 
em conversa com a mãe) 
 
Caco – Mãe, tá doendo. 
 
Mãe (preocupada) – Isso é cárie, meu filho. Bem feito!... Não gosta de escovar os dentes. 
 
Caco – Gosto sim. 
 
Mãe – Gosta nada. Finge que escova. Só quando estou perto. 
 
Caco – Ora, mãe. 
 
Mãe – Amanhã, vamos ao Dr. Juca. 
 
Caco – Mãe, como vou dormir com essa dor? 
 
Mãe – Toma esse copo de água com açúcar. Você fica calminho, engana a dor e dorme. 
 
Caco – Tá bom! 
 
.................... acrescentar mais fala ao texto, de acordo com a sala de aula ...... 
 
(Caco deita numa cama improvisada, já com um lenço amarrado no rosto. Logo começa a remexer, remexer, remexer. Nisso entra os Furadentes fazendo a maior farra, gritando e cantando, cutucando o menino com uma espada de madeira feita pelo alunos) 
 
Caco – Não, não. Saiam todos. 
 
Furadentes – Agora, carão, vamos morar na sua boca. 
 
Caco – Na minha boca? 
 
Furadentes I – Adoramos boca de criança que não escova dentes. 
 
Caco – Mãe!... Maêêê.... 
 
Furadentes – Não adianta gritar, viu? Estamos aqui para devorar o restinho de dentes que ainda existe na sua boca. 
 
Furadentes II– Ah!... Adoramos cárie. 
 
Furadentes III– Quanto maior, melhor! 
 
Furadentes XV – Vamos, gente. Vamos cutucar os dentes do Caco!.... Oba!
 
( A turma de Furadentes faz a maior farra em torno de Caco, que estava apavorado. Nisso entra Pastolim, todo de branco, bradando uma espada) 
 
Pastolim (nervoso) – Fora!... Fora!.... Cambada de vagabundos! 
 
Furadentes – Gente! Gente! Zebrou, nosso maior inimigo está atacando com força. 
 
Furadentes I – Vamos cair fora. 
 
............................................ acrescentar mais fala ao texto 
 
(Os Furadentes deixam o palco. Pastolim aproxima-se de Caco) 
 
Pastolim (sorridente) – Sou Pastolim, amigo das crianças de boca limpa. 
 
Caco – Muito prazer, Caco. 
 
Pastolim – Pelo que vi, tem comido bastante doce e não anda cuidando dos dentes. 
 
(Caco faz expressão de medo, assustado) 
 
Pastolim – Não se assuste, só ataco os bichinhos da cárie. 
 
Caco – Uff... Ainda bem! 
 
Pastolim – Se quiser, posso ajudar a se livrar de uma vez por todas desse povinho mal intencionado. 
 
Caco – Claro! Não aguento mais de tanta dor. 
 
Pastolim – Mas, você tem que me prometer uma coisa. 
 
Caco – O que quiser. 
 
Pastolim – Usar fio dental e escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia! 
 
Caco (abrindo um sorriso)– Legal. Que mais? 
 
Pastolim – Escovar a língua também. 
 
Caco – A língua?!.... 
 
Pastolim – Sim! A língua... não sabia? 
 
Caco – Juro que não. 
 
Pastolim – Tem mais: não abusar de balas, chocolates, chicletes, refrigerantes... Essas delícias que cárie também adora. 
 
Caco – Então, quando comer doces ou chupar balas devo usar fio dental e escovar os dentes, não é? 
 
Pastolim – Sim, claro. Pode até comer doces, mas tem que escovar os dentes depois. Combinado? 
 
Caco – Oba! Boa dica para saborear um bom brigadeiro! 
 
Pastolim – Muito bem. Fique com esta escova de dentes e este tubo de fio dental. São armas poderosas para combater os agentes causadores da cárie. 
 
Caco – Pasta de dente também. 
 
Pastolim – Sim, é importante. Mas não abuse da quantidade. Use o mínimo: assim... assim... um bolotinha do tamanho de uma ervilha. 
 
Caco – Só isso? 
 
Pastolim – Sim. Pasta contém flúor que é bom para a gengiva e os dentes. O excesso pode manchá-los. 
 
Caco – Ah, é? 
 
Pastolim – Com certeza. Quanto ao nosso trato... 
 
Caco – Não esquecerei. 
 
Pastolim – De hoje em diante, cuide dos dentes ao acordar e após as refeições. Antes de dormir, capriche mais ainda. A higiene bucal é importante para saúde dos dentes e das gengivas. Aliás, se tivesse escutado a mamãe!... 
 
Caco - Hummmmmmmm 
 
( Os dois se abraçam, alegres. Pastolim sai e caco volta a dormir. Logo acorda assustado – música suave) 
 
Caco – Minha escova!... Cadê minha escova de dentes? Cadê meu tubinho de fio dental? Cadê minha pasta de dentes? 
 
(A mãe entra correndo) 
 
Mãe – Que escova?... Que tubinho?... Que pasta? ... 
 
Caco – Que o Pastolim me deu de presente. 
 
Mãe – Presente!... Pastolim!... Que é que está falando, meu filho? 
 
Caco – A senhora não vai entender, mãe. Do Pastolim, o amigo das crianças de boca limpa. 
 
Mãe – Cadê esse tal de Pastolim? 
 
Caco – Se mandou, mãe. Espantou os Furadentes de minha boca e, depois de me ensinar a cuidar dos dentes, me deu de presente a escova, o fio dental e a pasta. 
 
(A mãe, com cara de quem entende tudo) 
 
Mãe – Ah, sim. Ô gente, me lembrei. Enquanto você dormia, guardei tudo no armário do banheiro. 
 
Caco – Que bom, mãe!... Vou cuidar dos meus dentes todos os dias. 
 
Mãe – Isso mesmo, meu filho. Levante que agorinha mesmo vamos ao dentista. Só o doutor Juca para dar jeito na sua dor, eliminando as cáries dos seus dentes. 
 
Caco – Tudo bem. Pastolim me disse que menino que não cuida bem dos dentes perde a guerra para os Furadentes. Fica feio, banguela e com bafo de onça. Não é verdade, mãe? 
 
Mãe (alegre) – Pura verdade!... Então vamos. 
 
(Caco e a mãe deixam o palco, abraçados e pulando em roda – a cortina é fechada ao som de uma música jovial). 
 
* Script para Teatro, adaptado do livro do mesmo nome pelo autor. Disponível na internet para todas as Escolas do Brasil e, do Mundo, em que falam português:www.teatronaescola.blogspot.com

* * Welington Almeida Pinto é escritor, autor de Santos-Dumont no Coração da Humanidade, A Saga do Pau-Brasil e O Ataque do Furadentes, entre outros livros. Mais peças infantis para aplicação em sala de aula nos sites.